Em Literatura

O Clube do Biscoito | Ann Pearlman

O Clube do Biscoito é aquele livro que deveria ser lido na época do Natal: fala muito sobre amizade e cumplicidade feminina, além de trazer reflexões importantes sobre nós mesmas como mulheres. De quebra, você ainda encontra entre as páginas diversas receitas de biscoitos para fazer quando quiser: eles podem ser cobertos com chocolate, levar especiarias ou até serem ótimos para mergulhar no café ou chá. 

A história é contada pela Marnie, organizadora de um clube de biscoitos caseiros composto por doze mulheres: cada uma fica responsável por fazer (e trazer pronta) uma receita de biscoitos mais uma garrafa de vinho. Uma das regras, na hora da entrega dos biscoitos (como se fosse um amigo secreto de doces, mas ninguém tira ninguém), é contar a história do biscoito que fez: por que escolheu aquela receita, como se sentiu preparando-a etc. 

Com isso, você acaba conhecendo uma parte da história de todas essas mulheres e ainda tem acesso às lembranças de Marnie sobre elas: um dia que foram tomar café juntas, correr, jantar... e as experiências delas são muito parecidas com as de mulheres comuns: problemas no casamento, adultério, dificuldade de engravidar, filhos e até a vida depois de viúva. 


As mulheres do clube são em maioria mais velhas (as mais novas devem ter em torno de 30 anos, mas a Marnie mesmo tem 57), então digamos que esta não é uma história de adolescentes. Também é importante saber que o livro demora um pouco para engatar: os problemas apresentados começam a ser resolvidos só da metade para frente e foi a partir daí que eu realmente me senti presa na história. 

Durante todo o livro, além de refletir, o que mais gostei de fazer foi acompanhar a jornada da Marnie: deu para perceber que ela tem uma relação de confiança com todas as membras do clube e é muito querida por todas. Por conta disso, também é quem mais conhece os segredos profundos de cada uma, mas o diferencial mesmo é que ela está sempre disposta a ajudar: não vai julgar o que for que contarem para ela e estará disposta a fazer de tudo para que essa pessoa encontre sua melhor versão no agora. Se pudesse, gostaria de me tornar amiga da Marnie. 

Outra característica do livro é que os acontecimentos dele ocorrem em apenas um dia. Sempre fiquei curiosa sobre essa capacidade que as autoras têm em desenvolver uma história longa que se passa em um curto espaço de tempo (acho uma qualidade e tanto), mas não pense que, por conta disso, o livro é arrastado. Acho que o que pegou mesmo foi que, por eu ser mais nova, não me vi em algumas das situações apresentadas (mas, com certeza, verei no futuro). 

Autora: Ann Pearlman
Editora: Bertrand Brasil
291 Páginas
4 estrelas
Sinopse: Marque aí no seu calendário: está chegando a reunião do clube do biscoito! Todos os anos, na primeira segunda-feira de dezembro, Marnie, Jeannie, Taylor, Rosie e mais oito amigas se reúnem para bater papo e comer um montão de biscoitos caseiros lindamente embrulhados. Está formado o grupo que deu origem ao emocionante O Clube do Biscoito, de Ann Pearlman. Neste dia, essas mulheres sentem-se à vontade para compartilhar qualquer tema: a paixão e a esperança de um novo amor, as desilusões e as traições amorosas, os medos e as alegrias da maternidade, a agonia de perder um filho e, acima de tudo, a admiração e o respeito que sentem umas pelas outras. Contudo, neste ano, além das histórias divertidas, há alguns assuntos sérios a tratar: a filha mais velha de Marnie está enfrentando uma gravidez de risco. O pai de Jeannie está tendo um caso com sua melhor amiga. Taylor, após ser abandonada pelo amor de sua vida, está com as finanças por um fio. Já Rosie enfrenta a repulsa de seu marido à ideia de um possível filho. O Clube do Biscoito fala de caminhos percorridos, da absoluta alegria de viver e amar ― apesar das decisões das quais nos arrependemos ―, das escolhas difíceis, das reparações que temos que fazer e dos sacrifícios ao longo da jornada. Em última análise, é a história de todas as mulheres. Ao ler esta, a de Marnie e suas adoráveis amigas, suas lutas e triunfos, o que as faz rir e o que já as fez e fará chorar, os leitores verão em si mesmos alguns dos ingredientes de sua própria história de vida.

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